Não me considero fotógrafa. Nem de perto nem de longe. A capacidade de ser artístico com uma câmara nas mãos ficou reservada para o meu irmão. Gosto de tirar fotografias, claro, mas tenho plena noção de que não sou nenhum Robert Doisneau desta vida. Não nasci, ao contrário de muita gente que conheço, com a visão já pré-fabricada para perceber qual o melhor ângulo ou a melhor maneira de aproveitar a luz de modo a criar algo digno de participar no World Press Photo. Como diria o outro, eu é mais bolos.
9.2.14
7.2.14
aqui fui feliz
O blogue regressa em força (sim, isto é uma promessa/garantia) com um texto agridoce. Hoje foi o meu último dia de estágio. 9 meses passaram a correr, parece que foi ontem que me ligaram com a proposta. Parece que foi ontem que me encontrei pela primeira vez com a pessoa que viria a ser minha editora. A felicidade era tanta que a abracei enquanto proferia obrigados sem fim por me ter dado uma oportunidade.
Foram 9 meses de aprendizagem, de desafios, de gargalhadas imensas. Conheci pessoas fantásticas. Que me ensinaram, aturaram, ouviram, ajudaram. Sempre com um sorriso e com toda a boa vontade possível. Levo-as comigo, em conjunto com o silêncio da redacção às 8 da manhã, as 'regras do online', a pilha interminável (e em constante crescimento) de jornais desportivos na secretária do H., o sapato amarelo na mesa da L., a vista magnífica do terraço, entre outros tantos apontamentos que podiam ser referidos.
Foram 9 meses de aprendizagem, de desafios, de gargalhadas imensas. Conheci pessoas fantásticas. Que me ensinaram, aturaram, ouviram, ajudaram. Sempre com um sorriso e com toda a boa vontade possível. Levo-as comigo, em conjunto com o silêncio da redacção às 8 da manhã, as 'regras do online', a pilha interminável (e em constante crescimento) de jornais desportivos na secretária do H., o sapato amarelo na mesa da L., a vista magnífica do terraço, entre outros tantos apontamentos que podiam ser referidos.
A todos, o meu Obrigado. Por tudo.
7.11.13
a triste realidade
Contra factos não há argumentos. É uma triste verdade mas é por uma boa razão. Os ventos da mudança pairam por estes lados.
2.1.13
out with the old, in with the new
Mais um ano que acaba e outro que começa. 2012, em comparação a 2011, não foi o melhor dos anos. Foi um ano de alguma estagnação, desmotivação e de expectativas que ficaram muito aquém do esperado. O que vale é que os bons momentos serviram para compensar a balança :)
28.12.12
então mas afinal...
Ontem, enquanto estava em Entrecampos à espera do comboio, meteu conversa comigo um senhor que, ao ver-me mexer num pacote de lenços, perguntou se não lhe podia arranjar um. Ora eu, como alma caridosa que sou, lá lho dei. Agradeceu, desejou-me um bom ano, eu retribui e a conversa terminou. Ou pensei eu que tinha terminado. Quando dou por mim já sei que o senhor é casado, tem um filho, o filho tem uma PSP e queria um jogo que estava esgotado na Worten, tem não sei quantas hérnias e estava exausto por ter passado a manhã na EDP, que tinha acabado por ficar lá mais tempo do que imaginava. Ao que eu comentei: "Pois, não sei se seria o seu caso mas há muita gente que tira horas do trabalho para poder tratar dessas coisas. É chato.". Ao que o senhor me responde: "Olhe, desculpe, não me leve a mal, mas não a conheço para lhe dizer se tirei horas do trabalho ou não.".
Mas por que raio é que tirei os fones da mala? Porquê?!
10.10.12
OH MEU DEUS!!!
CHEGÁMOS À CHINA!!! SOMOS LIDOS NA PÁTRIA AMADA!!!!!!!!!! Sinto-me o Marco Pólo da blogosfera!!! Tudo bem, é só uma pessoa... E muito provavelmente não percebeu patavina do que é aqui escrito... Maaaaas.... É A PÁTRIA AMADA!!! ♥♥♥♥
Venham ventos e tempestades, hoje já nada me tira este sorriso idiota da cara!!
1.10.12
ordem do dia
Ainda agora a semana começou e já não tenho espaço na agenda para o que quer que seja. Entre tarefas domésticas, leituras para os seminários, leituras para a tese, arrumações no quarto e, acima de tudo, arrumações na minha cabeça... Juro que vou dar em doida. O pior disto tudo é que só me apetece ficar enroscada no sofá a beber chá enquanto vejo filmes a preto a branco. Aaarghhhhh!!
16.9.12
words from the heart
Saudades de Perugia. Saudades das escadas íngremes e (quase!) intermináveis que me levavam a casa, o 5º andar do número 19 na Via dei Priori. Saudades da cama que rangia ao mínimo movimento, da torneira da cozinha que decidiu deixar de funcionar, da máquina de lavar roupa e do ferro de engomar inexistentes, dos armários para os livros que serviram de guarda-roupa. Saudades da varanda. Da vista da varanda, da vista das janelas da sala, da vista no geral. Saudades de abrir a janela e ver a neve cair mesmo à minha frente. Saudades do sol esplendoroso que me aquecia a alma e que acompanhava as manhãs gélidas que se faziam sentir. Saudades do chocolate quente. Com natas, sem natas. Com bolacha, sem bolacha. Saudades da panna cotta, dos profiteroles, dos ravioli, das tabletes de Galak que se vendiam no Coop. Saudades do Festival Internacional de Chocolate, da roda gigante da Milka, dos crepes com Nutella. Saudades de andar com o dicionário de bolso e o Guia de Conversação atrás para saber como pedir "um chocolate de cada, se faz favor". Saudades dos finais de tarde, do pôr-do-sol, das correrias para ir para as aulas, dos cinco chapéus-de-chuva que foram arruinados em menos de um mês. Saudades da minha professora de italiano que nos contava histórias dos anos que passou em Portugal a "gozar a vida no Bairro Alto". Saudades dos quatro meses que passei a descobrir um bocadinho de Itália e mais um bocadinho de mim mesma.
Volta Perugia, I miss you ♥
14.8.12
vacaciones
Parte I - S. Martinho do Porto
Parte II - Peniche
(Ernest Hemingway - O Jardim do Éden, Tempo de Morrer; António Caeiro - Pela China Dentro; Eric Lax - Conversas com Woody Allen)
6.8.12
filha de professora sofre
Embora pareça que o blogue está de férias desde Junho, data
do último post aqui escrito, só agora é que estou a fazer verdadeiro jus à
definição de ócio. Mas não é para falar da minha vida de veraneante que aqui me
encontro. Hoje venho dissertar sobre uma epidemia que se verifica anualmente,
pela altura do Verão, e que se manifesta através de enxaquecas, crises de
ansiedade, episódios de desespero nervoso e bastantes dores na alma. Apesar da
facilidade de diagnóstico naquele que é um dos maiores grupos populacionais, os
professores, também se podem verificar alguns dos sintomas nos seus
descendentes. Sim, estou a falar do concurso para a colocação de professores,
essa espécie de totoloto geográfico onde a probabilidade de se receber um
prémio agradável é mais pequena que a de se apanhar uma doença que só aparece a
cada 100 mil pessoas.
Todos os anos a história se repete: ordenar os códigos
segundo a preferência geográfica, inserir os códigos na aplicação, rezar 30
ladainhas quando se está prestes a carregar em “submeter”, prometer ir a Fátima
enquanto o formulário é submetido, pular de felicidade e agradecer às fadinhas
se tudo correr nos conformes, alternar entre choro compulsivo e fúria dantesca,
qual doente bipolar, caso algo corra mal. Este concurso é um verdadeiro teste
ao sistema nervoso dos professores, disso não há dúvida, mas quem sofre os
danos colaterais são os filhos que ajudam os pais nesta altura delicada das
suas vidas. E sim, este testemunho é autobiográfico. O ano passado em Agosto,
este ano em Julho. A lengalenga é sempre a mesma, os códigos é que mudam. Para
os mais leigos na matéria não interessa saber que o número 171700 equivale ao
Agrupamento de Escolas D. Pedro V. Ou que trocar o 700 por 451 pode significar
emprego não em Lisboa, mas sim em Alijó. É a triste realidade, um número mal
colocado pode tornar o professor numa espécie de saltimbanco, qual membro de
uma companhia de teatro que percorre o País de lés-a-lés.
Repito, para o cidadão comum pouco interessa esta prosa. Para
o filho de um progenitor que se lembrou de seguir esta profissão de risco, a
conversa muda de figura. Expressões como “Escolas TEIP” (escolas quê?) e “QZP”
(isso é uma doença?) fazem parte do quotidiano, não há hipótese de se lhes
fugir. Como membro desta classe populacional desde que vim ao mundo, sinto-me
na obrigação de explicar alguns dos conceitos base.
Escolas TEIP são aquelas que se encontram em Território Educativo de Intervenção Prioritária. São escolas para as quais se deve fazer um seguro de vida antes de se meterem lá os pés. Vale a pena também investir num colete à prova de bala ou numas aulas de esgrima ou karaté, só por descargo de consciência. E por amor à vida, vá. QZP traduz-se por Quadros de Zona Pedagógica. É difícil explicar o que é isto do QZP. Geograficamente abrange freguesias e concelhos mas não se podem utilizar os distritos como linhas de fronteira. Por outras palavras, é uma grande dor de cabeça e pode funcionar como uma variante do tiro ao alvo. Arranja-se um mapa dividido por QZPs, com as escolas existentes devidamente destacadas, e flechas conforme o número de Quadros aos quais se concorreu. Depois é uma questão de pontaria e sorte. Se se acertar na escola desejada, lancem-se foguetes e faça-se a festa. Se calhar numa escola lá para trás do sol-posto… Bom, primeiro estranha-se, depois entranha-se.
Escolas TEIP são aquelas que se encontram em Território Educativo de Intervenção Prioritária. São escolas para as quais se deve fazer um seguro de vida antes de se meterem lá os pés. Vale a pena também investir num colete à prova de bala ou numas aulas de esgrima ou karaté, só por descargo de consciência. E por amor à vida, vá. QZP traduz-se por Quadros de Zona Pedagógica. É difícil explicar o que é isto do QZP. Geograficamente abrange freguesias e concelhos mas não se podem utilizar os distritos como linhas de fronteira. Por outras palavras, é uma grande dor de cabeça e pode funcionar como uma variante do tiro ao alvo. Arranja-se um mapa dividido por QZPs, com as escolas existentes devidamente destacadas, e flechas conforme o número de Quadros aos quais se concorreu. Depois é uma questão de pontaria e sorte. Se se acertar na escola desejada, lancem-se foguetes e faça-se a festa. Se calhar numa escola lá para trás do sol-posto… Bom, primeiro estranha-se, depois entranha-se.
A vida de um filho de um professor, esse ofício que enche os
bolsos dos farmacêuticos à pala dos calmantes vendidos, não é nada fácil,
tenho-vos a dizer. Para a restante população 172315 é um mero número. Para mim
significa acender muitas velinhas e rezar para que a minha mãe fique nalguma
das escolas do Agrupamento D. Filipa de Lencastre.
5.6.12
money makes the world go round
Segunda-feira, 4 de Junho.
Numa das muitas deslocações à faculdade, decidi parar pela secretaria. Ao fim de um ano após a conclusão da licenciatura reparo que o meu diploma tem um erro no nome do curso que tirei. Expus o problema à senhora e fiquei a aguardar 20 minutos, mais coisa menos coisa, para que me dessem um novo diploma. De borla, claro. Enquanto esperava pelo papel, três senhoras foram atendidas. Chamemos-lhes senhora A, B e C.
Senhora A
Com o passo determinado, dirigiu-se ao guichet com o intuito de saber se seria possível adquirir um certificado de licenciatura para sexta que vem.
Resposta da senhora que estava a atender: É sim. Só tem é que pagar o dobro do valor que aqui está (133€) e até fica pronto amanhã.
Fiquei à espera da reacção da senhora que, pensei, deverá situar-se entre o olhar incrédulo e esbugalhado e um pequeno ataque de gaguez ao qual se seguirá todo um valente jorrilho de asneiradas. Do que eu não estava à espera foi da sonora gargalhada que a senhora soltou, acompanhada de um "isto é ridículo!".
Escusado será que dizer que não houve certificado para ninguém.
Senhora B
Não estivéssemos nós em plena época de frequências e exames, lá foi preenchido mais um impresso para melhoria de nota.
- Agora pago aqui?, perguntou a miúda que não deve ter ficado muito satisfeita com a nota de Direito Internacional.
Resposta da senhora que estava a atender: Não não. Agora vai ali à tesouraria e paga os 10€ referentes à melhoria. Convém relembrar que, da última vez que me inscrevi para uma melhoria durante a licenciatura, paguei 6€.
Senhora C
E foi a moça de sorriso mais aberto que protagonizou o momento mais triste e, infelizmente, cada vez mais real do tempo que estive à espera.
- Olhe, eu vinha anular a minha matrícula.
Resposta da senhora que estava a atender: Com certeza. Mas, se não for indiscrição, o que é que a leva a fazer isso?
- Neste momento... Neste momento não tenho possibilidade financeiras para continuar os estudos.
O dinheiro dá-me dores de cabeça. Nos últimos dias tem-me dado enxaquecas.
Pelos vistos, é uma maleita generalizada.
29.4.12
24.4.12
divagações académicas
Não é a primeira vez, e muito certamente não será a última, que me questiono sobre o paradeiro da minha sanidade mental quando me decidi candidatar ao mestrado que estou a tirar. Posso afirmar que a dita estava bem longe da minha pessoa porque ninguém, no seu perfeito juízo, se inscreve neste pesadelo. Eu já devia ter calculado que isto não ia acabar bem. Com a licenciatura também não acertei à primeira, daí que depois me tenha candidatado ao curso que acabaria por ser dos grandes amores da minha vida académica. Fez valer todas as enxaquecas, todas as directas, todos os litros de café, todos os esgotamentos por causa dos trabalhos, todos os "estou tão farta disto". Fez valer especialmente pelos inúmeros "oh tempo volta para trás" que agora entoo.
Com este mestrado a história é diferente. Não são enxaquecas, são dores de cabeça. Não são directas, são duas horas que dedico às leituras, no máximo dos máximos. Dito de outra forma, é uma desmotivação constante. Mas não posso culpar ninguém a não ser a minha própria pessoa. Na altura das candidaturas, a estratégia era simples: optar por uma área de estudos diferente que o tempo não está para brincadeiras e é preciso ter um currículo polivalente. Então siga para bingo, candidatemo-nos. Mas, pelo sim pelo não, vamos também candidatar-nos a um mestrado dentro da mesma área da licenciatura. Fui aceite nos dois e estive até ao último dia de matrículas a saltitar entre um e outro. Acabei por decidir mal. Não que estivesse melhor no outro, nada disso. Tenho plena consciência de que seria igualmente infeliz, apesar de ter mais facilidade no que toca a trabalhos e avaliações. Tenho plena consciência também de que a única aula que me vai deixando mais feliz é a de sexta-feira. Porquê? Porque é sobre a Ásia. Porque é sobre a China, que é o que mexe comigo. É o que me deixa com um sorriso de orelha a orelha ou que me faz virar a cabeça a velocidade recorde sempre que ouço alguma referência à Pátria Amada (sim, para mim a China é a Pátria Amada). É o que quero estudar, é no que me quero especializar, é no que quero trabalhar. Há quem ache que isto é obsessão, há quem revire os olhos e se comece a rir. Eu acho que me ficam a doer as bochechas de tanto sorrir quando se fala do assunto.
Quando este ano lectivo terminar não me vou inscrever para porcaria de tese nenhuma. Vou-me ficar pela pós-graduação e vou aguardar ansiosamente que saiam os editais de colocação do mestrado que me vai encher as medidas, o mestrado que me vai fazer perder noites a fio por causa da bendita da tese, o mestrado que vou fazer com o maior gosto do mundo porque vai ser naquilo que gosto.
Com este mestrado a história é diferente. Não são enxaquecas, são dores de cabeça. Não são directas, são duas horas que dedico às leituras, no máximo dos máximos. Dito de outra forma, é uma desmotivação constante. Mas não posso culpar ninguém a não ser a minha própria pessoa. Na altura das candidaturas, a estratégia era simples: optar por uma área de estudos diferente que o tempo não está para brincadeiras e é preciso ter um currículo polivalente. Então siga para bingo, candidatemo-nos. Mas, pelo sim pelo não, vamos também candidatar-nos a um mestrado dentro da mesma área da licenciatura. Fui aceite nos dois e estive até ao último dia de matrículas a saltitar entre um e outro. Acabei por decidir mal. Não que estivesse melhor no outro, nada disso. Tenho plena consciência de que seria igualmente infeliz, apesar de ter mais facilidade no que toca a trabalhos e avaliações. Tenho plena consciência também de que a única aula que me vai deixando mais feliz é a de sexta-feira. Porquê? Porque é sobre a Ásia. Porque é sobre a China, que é o que mexe comigo. É o que me deixa com um sorriso de orelha a orelha ou que me faz virar a cabeça a velocidade recorde sempre que ouço alguma referência à Pátria Amada (sim, para mim a China é a Pátria Amada). É o que quero estudar, é no que me quero especializar, é no que quero trabalhar. Há quem ache que isto é obsessão, há quem revire os olhos e se comece a rir. Eu acho que me ficam a doer as bochechas de tanto sorrir quando se fala do assunto.
Quando este ano lectivo terminar não me vou inscrever para porcaria de tese nenhuma. Vou-me ficar pela pós-graduação e vou aguardar ansiosamente que saiam os editais de colocação do mestrado que me vai encher as medidas, o mestrado que me vai fazer perder noites a fio por causa da bendita da tese, o mestrado que vou fazer com o maior gosto do mundo porque vai ser naquilo que gosto.
21.4.12
há manhãs assim
Ontem, depois de ir a uma entrevista de estágio, decidi passar pelo Campo Pequeno para repor a falta de açúcar no sangue e informar-me do que se passa no país e no mundo. Para tal, nada melhor que um belo Red Velvet, o meu cupcake preferido ♥, e alguma literatura especializada.
P.S. - Sim, a entrevista correu bem e as senhoras foram extremamente simpáticas. Disseram que avisavam mesmo que não tivesse sido seleccionada. Either way, I'll get a letter. Tudo a fazer figas, meu povo!
14.4.12
10.4.12
!!!
8000 views... Vocês são mesmo queridos. Para além de virem cá parar ao engano, repetem o acto vezes sem fim. A gerência agradece a atenção mas especialmente, a paciência. Obrigado darlings.
7.4.12
se pudesse desgraçava-me, parte II - Zara
Blusa, 19.95€
Blusa "gola de bebé", 19.95€ (podem vir as duas que são bem-vindas)
Capa croché, 39.95€
Mala a tiracolo, 22.95€
Vestido, 22.95€
Subscrever:
Mensagens (Atom)




























