Não me considero fotógrafa. Nem de perto nem de longe. A capacidade de ser artístico com uma câmara nas mãos ficou reservada para o meu irmão. Gosto de tirar fotografias, claro, mas tenho plena noção de que não sou nenhum Robert Doisneau desta vida. Não nasci, ao contrário de muita gente que conheço, com a visão já pré-fabricada para perceber qual o melhor ângulo ou a melhor maneira de aproveitar a luz de modo a criar algo digno de participar no World Press Photo. Como diria o outro, eu é mais bolos.