Terça-feira, 24 de Abril de 2012

divagações académicas

Não é a primeira vez, e muito certamente não será a última, que me questiono sobre o paradeiro da minha sanidade mental quando me decidi candidatar ao mestrado que estou a tirar. Posso afirmar que a dita estava bem longe da minha pessoa porque ninguém, no seu perfeito juízo, se inscreve neste pesadelo. Eu já devia ter calculado que isto não ia acabar bem. Com a licenciatura também não acertei à primeira, daí que depois me tenha candidatado ao curso que acabaria por ser dos grandes amores da minha vida académica. Fez valer todas as enxaquecas, todas as directas, todos os litros de café, todos os esgotamentos por causa dos trabalhos, todos os "estou tão farta disto". Fez valer especialmente pelos inúmeros "oh tempo volta para trás" que agora entoo.

Com este mestrado a história é diferente. Não são enxaquecas, são dores de cabeça. Não são directas, são duas horas que dedico às leituras, no máximo dos máximos. Dito de outra forma, é uma desmotivação constante. Mas não posso culpar ninguém a não ser a minha própria pessoa. Na altura das candidaturas, a estratégia era simples: optar por uma área de estudos diferente que o tempo não está para brincadeiras e é preciso ter um currículo polivalente. Então siga para bingo, candidatemo-nos. Mas, pelo sim pelo não, vamos também candidatar-nos a um mestrado dentro da mesma área da licenciatura. Fui aceite nos dois e estive até ao último dia de matrículas a saltitar entre um e outro. Acabei por decidir mal. Não que estivesse melhor no outro, nada disso. Tenho plena consciência de que seria igualmente infeliz, apesar de ter mais facilidade no que toca a trabalhos e avaliações. Tenho plena consciência também de que a única aula que me vai deixando mais feliz é a de sexta-feira. Porquê? Porque é sobre a Ásia. Porque é sobre a China, que é o que mexe comigo. É o que me deixa com um sorriso de orelha a orelha ou que me faz virar a cabeça a velocidade recorde sempre que ouço alguma referência à Pátria Amada (sim, para mim a China é a Pátria Amada). É o que quero estudar, é no que me quero especializar, é no que quero trabalhar. Há quem ache que isto é obsessão, há quem revire os olhos e se comece a rir. Eu acho que me ficam a doer as bochechas de tanto sorrir quando se fala do assunto.

Quando este ano lectivo terminar não me vou inscrever para porcaria de tese nenhuma. Vou-me ficar pela pós-graduação e vou aguardar ansiosamente que saiam os editais de colocação do mestrado que me vai encher as medidas, o mestrado que me vai fazer perder noites a fio por causa da bendita da tese, o mestrado que vou fazer com o maior gosto do mundo porque vai ser naquilo que gosto.



Sábado, 21 de Abril de 2012

há manhãs assim





Ontem, depois de ir a uma entrevista de estágio, decidi passar pelo Campo Pequeno para repor a falta de açúcar no sangue e informar-me do que se passa no país e no mundo. Para tal, nada melhor que um belo Red Velvet, o meu cupcake preferido , e alguma literatura especializada. 


P.S. - Sim, a entrevista correu bem e as senhoras foram extremamente simpáticas. Disseram que avisavam mesmo que não tivesse sido seleccionada. Either way, I'll get a letter. Tudo a fazer figas, meu povo!

Terça-feira, 10 de Abril de 2012

!!!


8000 views... Vocês são mesmo queridos. Para além de virem cá parar ao engano, repetem o acto vezes sem fim. A gerência agradece a atenção mas especialmente, a paciência. Obrigado darlings.

Sábado, 7 de Abril de 2012

se pudesse desgraçava-me, parte II - Zara


Blusa, 19.95€


Blusa "gola de bebé", 19.95€ (podem vir as duas que são bem-vindas)


Capa croché, 39.95€


Mala a tiracolo, 22.95€


Vestido, 22.95€

se pudesse desgraçava-me, parte I - H&M

Brincos, 2.95€

Clutch preta, 14.95€

Mala, 19.95€

Pulseira, 7.95€

cor-de-rosa fofinho

É extremamente perigoso quando começamos a navegar pelas uncharted waters desse vasto universo que é a Amazon. Pior é quando o fazemos sabendo que estamos na mais feia das penúrias e que da carteira só há hipótese de saírem borboletas. 
No entanto, segundo a D., o facto de estar falida não me devia impedir de adquirir esta ternura fluorescente: "Pede-o ao Estado. Todo o cidadão tem direito inalienável de ver as horas num Casio cor-de-rosa fofinho." 

É, também me parece uma justificação plausível. 


Terça-feira, 3 de Abril de 2012

o amor é isto e nada mais

No secundário eu e a S. fizemos uma lista com todos os concertos que queríamos ver até que nos desse o derradeiro badagaio. Para além de longa, a lista era personalizada: à frente de cada banda fazíamos um comentário que exprimia a vontade que tínhamos em assistir ao concerto ou aquilo que achássemos relevante referir. Nessa lista constava a seguinte banda e respectivo comentário:

Ornatos Violeta - Bem podes esperar sentada. Vê-los no Além e já vais com muita sorte.

Neste caso, permitam-me dizer o seguinte: acabei de morrer e fui parar ao céu 
Nunca pensei ter a oportunidade de os ver ao vivo sabendo que o seu fim datou de 2002. Durante muitos intervalos, entre as aulas de história e português, a banda sonora foi sempre a mesma. Repetição atrás de repetição, Até os cd's ficarem riscados, até o mp3 perder a bateria, até ter ficado completamente apaixonada por estes 5 tripeiros.

Depois de dia 26, vou poder riscar mais um nome da tal lista. Depois de dia 26, já vou morrer um bocadinho mais feliz.


"Eu vim dar mais que um beijo igual a mil."


                           


dear karma

Este fim-de-semana tive a epifania da minha vida. E acreditem em mim, não foi bonito. Apercebi-me que tenho, desde a mais tenra idade, uma tendência para me desgraçar sentimentalmente por pessoas que tenham um nome igual a esse mesmo que não vou referir. Fui uma criança precoce, comecei a traçar o meu destino/lixar a minha vida aos 5 anos, nos pátios do infantário. Se soubesse aquilo que sei hoje, tinha fugido como o diabo foge da cruz. 5 anos é demasiado cedo para comprar dores de cabeça que, volta e meia, me aparecem caídas do céu aos trambolhões. Mas a verdade é que elas ainda estão por cá. Estiveram aos 5, aos 12, aos 19 e agora, aos 21, também decidiram marcar presença. São dores de cabeça que não me agradam nem um bocadinho. Porque não são bem-vindas, porque permanecem durante demasiado tempo, porque é extremamente difícil ver-mo-nos livres delas. Não há comprimidos milagrosos nem chás com efeitos instantâneos. O único remédio é esperar. Esperar e ver se a dor de cabeça passa ou se se torna uma verdadeira enxaqueca. 

Pessoalmente... Bom, digamos que já trato as enxaquecas por "tu".